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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quem tem sucesso é solitário


Me fascina entender um pouquinho da cabeça do ser humano...
Parece louco, mas muita gente tem medo do sucesso, acredita?
Inconsciente nós mesmos podemos ter esse medo e isso acaba sabotando nossas oportunidades.
Veja esses vídeos:

Quem tem sucesso é solitário (Jorge Forbes)

Quem tem sucesso é solitário II

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Existe algo muito maior que nós...


  Esse vídeo é de 2010, mas toda vez que assisto me emociono.
  Vejo um Cristo gigante, ganhando vida, abraçando uma cidade inteira e isso até me arrepia a espinha.
  Então penso: Como posso não acreditar em algo mais do que meus olhos podem ver?
  Eu sinto algo no peito, eu amo, eu rio, eu choro, eu respiro, eu entendo, eu gero vidas dentro de mim...

  O ser humano pode criar coisas maravilhosas, pode falar as palavras mais lindas, tocar as músicas mais  encantadoras, ter o gestos mais tocantes...Não, isso não vem pura e simplesmente de nós!
  Existe algo que nos possui e nos faz condutores de tantas maravilhas.

  Quando temos um arroubo de criatividade, por mais simples e instintivo que seja o ato, como conceber um filho, fazer uma refeição deliciosa para alguém que amamos ou mesmo obras grandiosas ou  ideias milionárias, com certeza é algo que vem do incognoscível...

 Esqueça a vaidade ou a soberba, somos apenas peças de um complexo quebra cabeça, com intuitos muito maiores do que alimentar nosso frágil  ego humano.   

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender os conceitos enraizados do orgulho. Foi escrito com o intuito de preveni-lo contra a falsa identificação com o ego orgulhoso.

1. Pare de se sentir ofendido
O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreçam, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você de que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego e esteja em paz. Assim como nos lembra o Curso em Milagres: a paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu e leva à agressão, ao contra-ataque e à guerra.

2. Abandone o querer vencer
O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas. Você não se resume às suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa. Significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejar.

3. Abandone o querer estar certo
O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona a julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego: “Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê-se a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade. Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego à necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão pergunte a si mesmo: “Quero estar certo ou ser feliz?”. Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa à qual foi predestinado a viver.

4. Abandone o querer ser superior
A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor do que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos nós temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo o que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retornam a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que o levam para longe da intenção. O Curso em Milagres aborda essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falsa vista no outro e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.

5. Deixe de querer ter mais
O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz. A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância o banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.

6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7. Deixe sua reputação de lado
Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiado pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre sua reputação ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!
Wayne W Dyer

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Snoopy (Osho)


(Alguém conversando com OSHO sobre sua tristeza, depressão e o mundo atual)

Entretanto, de repente, você começa a pensar sobre o mundo. Os mendigos na rua, a pobreza, a fome e as guerras — todos os tipos de problemas simplesmente começam a vir de cada direção de sua mente.

E sua mente começa a dizer: "Quando o mundo está em tal miséria, como você pode estar contente? Você tem de compartilhar, você tem de voltar e servir. Você não está só, você existe em uma sociedade — você faz parte disso, você tem de servir à sociedade".

Esse é um dispositivo muito, muito esperto da mente.

No outro dia eu estava vendo um desenho animado. Snoopy está dançando, realmente enlouquecendo, totalmente feliz, em samádi. E a Lucy olha para ele e diz: "Pare com isto! Pare com isto! O mundo está em grande miséria. Você não pode ver que as pessoas estão sofrendo? Como você pode estar tão contente quando o mundo está em tal inferno?". Há uma grande condenação nos olhos dela.

Por um segundo, até o Snoopy para. E a Lucy diz: "Você não está ciente, seu estúpido? Você não está ciente do que está acontecendo no mundo? É este o momento de dançar de um jeito tão completo e maluco?"

Snoopy diz: "Mas minhas pernas estão se sentindo muito, muito felizes e eu estou realmente desfrutando a dança. E agradeço a Deus por ser alguém ignorante". E começa a dançar novamente.

Esta pergunta é da Christiane. Agora, Christiane, sua Lucy interior está surgindo. E você encontrará muitos Snoopys dançando aqui e sua mente dirá: "O quê? As pessoas cantando Aleluia? Esse Aneeta está louco e essas pessoas estão loucas. E o mundo está em tal miséria. Como vocês podem ser tão desprovidos de amor? Como podem ser tão duros? Onde está sua compaixão?".

E esses são apenas dispositivos de sua mente para torná-la miserável de novo, para que permaneça naquele nível de miséria.

E isso não vai ajudar o mundo. O que você vai compartilhar com o mundo? Diga-me, Lucy, o que você vai compartilhar com o mundo? O que você adquiriu para compartilhar?

Você só pode compartilhar aquilo que tem — se estiver feliz, você pode compartilhar felicidade, se estiver miserável, você tornará o mundo mais miserável.

Pelo menos dance, deixe suas pernas se sentirem bem.

Uma pessoa feliz significa que uma pequena parte do mundo ficou feliz. Ficando feliz, você está criando um mundo feliz; dançando, está criando um mundo dançante, porque você é o mundo.
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não se lamente


Não se lamente...

O que passou, passou.
O importante é a lição que fica.
O que vale é o Amor!

Porque, dentro do coração, o tempo não existe.
E o que se vê é uma Luz... e Ela é imperecível.
Porque é a essência espiritual, que não nasce nem morre...
Só entra e sai dos corpos perecíveis.

Sim, a consciência espiritual é imortal.
Que arma do mundo transitório poderia ferir o espírito?
Não, o fogo não pode queimá-lo, e nem a água pode molhá-lo.
O corpo pode cair e se desfazer no seio da terra...
Mas a entidade espiritual é pura Luz e é eterna.

Por isso, não se lamente...
Nenhuma tumba pode conter o Ser real, que é do Céu.
Se o corpo desce de volta à terra, o espírito ascende às estrelas.
O seu lugar não é embaixo de sete palmos de terra.
Nada disso. O seu lugar é lá em cima, no zimbório celeste.

Não se lamente...
Porque a vida segue... Como sempre.
Encontros e desencontros acontecem.
Chegadas e partidas também.
E tudo isso faz parte do jogo de viver.
O espírito jamais perece, só entra e sai dos corpos...

E segue em frente... Sempre aprendendo.

Ah, chega de choro e de dor!
Limpe o seu coração do luto e resgate sua Luz.
O que passou, passou.
Não há dia de finados para a consciência imperecível.
Todo dia é chance de recomeço, para aprender e crescer.

Na Terra, ou no Astral, não se lamente...
Porque a Vida é infinita, e viver é mais do que imaginamos.
Os cinco sentidos do corpo não conseguem captar outros planos.
A medida do universo não é a medida dos sentidos do homem.
E viver não se resume a apenas comer, beber, dormir e copular.

Não, viver é muito mais. Também é pensar, amar, rir e crescer.
E, quando o coração do homem é tocado pelo Alto, torna-se um sol.
Então, ele sente a presença de um Grande Amor em tudo.

Não se lamente...
Porque o que se sente na Luz do coração é algo grandioso...
É o mesmo Amor que viaja no coração de cada Ser.
É a mesma Luz que está em todos os planos de manifestação.
E quem sente esse Amor, sabe que há vida em tudo.
Não, não há dia de finados para quem sente a vida pulsando...
Mas certamente haverá um fim para a dor de uma perda.

Ah, não se lamente...
Porque as estrelas brilham lá em cima...
E elas nada têm a ver com luto e túmulos cinzentos.
Como falar de visitar os mortos, se nada morre?
Que sentimento estranho é esse, que faz o homem olhar para baixo?
Que o faz olhar para a tumba, e não para o Céu?
Que só fala de sete palmos abaixo, dentro da terra escura?
E que não percebe que há outros planos de manifestação, algures?...
Sim, planos que não são percebidos com os olhos físicos, mas só na Luz do coração.

Não se lamente...
Olhe para o Céu, pois tem festa lá em cima também.
E é festa cheia de vida, onde os espíritos dançam na Luz.
Eles não morreram. São imperecíveis, naturalmente.
Já existiam antes do corpo ser formado, e continuam existindo além...

Ah, eles não nascem nem morrem.
Só entram e saem... E seguem sempre vivos.
Então, não se lamente... Não se lamente... Não se lamente...

P.S.:
Ninguém morre.
O espírito é gaivota de luz.
Voa além da linha do horizonte...
Segue as correntes energéticas sutis.
Sim, sempre vivo.
Como deve ser.
Na Luz

(Wagner Borges)

terça-feira, 13 de julho de 2010

O difícil exercício de evoluir...



Crescer é:

Ser cada dia um pouco mais nós mesmos...
Se doar espontaneamente sem cobrar inconscientemente...
Aprender a ser feliz de dentro para fora...
Buscar no próximo um meio de nos prolongarmos...
Sentir a vida na natureza...
Entender a morte como natural da vida...
Conseguir a calma na hora do caos...
Ter sempre uma arma para lutar e uma razão para ir em frente...
Saber a hora exata de parar e buscar um algo novo...
Não se prender no passado, mas trabalhar em cima dele para o futuro...
Reconhecer nossos erros e valorizar nossas virtudes...
Conseguir a liberdade com equilíbrio para não sermos libertinos...
Exigir dos outros, apenas o que nós damos a eles...
Realizar sempre algo edificante...
Ser responsável por nossos atos e por suas conseqüências...
Entender que temos o espaço de uma vida inteira para crescer...
Nos amarmos para que possamos amar os outros como nós mesmos...
Assumir que nunca seremos grandes, mas que o importante é estar sempre em crescimento.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Pérola

Era uma vez... Eu, você, ele, nós, todos... Vivíamos no mundo fantástico das novidades. Corríamos atrás delas com o mesmo afã do sedento que busca água fresca. Surfávamos na onda dos últimos lançamentos da moda. Cores e sabores, ruídos e imagens, luzes e sons nos embriagavam de prazer. Era só procurar nas lojas das ruas e shopping centers, profusamente iluminadas, e aí encontrávamos o que estávamos procurando.



Não precisávamos quebrar a cabeça: o mercado se encarregava de descobrir novas necessidades, estimular nossos desejos e oferecer tudo isso revestido de embalagens sedutoras e irrecusáveis. Digamos de passagem que, via de regra, os invólucros custavam bem mais caro do que o conteúdo. 


Porém, os objetos tinham curto prazo de validade. Não que estivessem estragados ou quebrados, mas é que a todo tempo surgiam novos modelos. Era preciso antecipar-se aos demais. Dominava a lei da moda e não podíamos ficar ultrapassados. O último carro, o último computador, o último celular, a última blusa, a última bolsa, o último relógio, o último sapato, a última calça ou vestido, o último modelo de apartamento... Em tudo, imperava a última novidade. Sorte que a "telinha" nos poupava o trabalho de escolher: despejava sobre nossas salas uma avalanche estridente de objetos com brilho novo, recém-saídos da fábrica.


Mas, da mesma forma que os objetos, também nossa satisfação tinha prazo curto de validade. A sede de algo inédito voltava com a força do desejo represado. Navegávamos pelas ruas, pelos centros comerciais e pela Internet como seres famintos atrás de novidades. Os enfeites, o design e o colorido das lojas nos fascinavam. Era preciso satisfazer as novas necessidades que nasciam em nós com a velocidade eletrizante da informática. Ofuscados por esse brilho, nos movíamos cegos e surdos.


Todo esse cenário seguia as regras de uma espécie de credo: produzir, comprar, consumir, ter, aparecer, descartar... E assim indefinidamente. A roda não podia parar. A produção gerava novas necessidades e estas, por sua vez, aceleravam o processo de produção. No coração desse círculo de ferro, os especialistas do mercado e do marketing se batiam como loucos para inventar, desenhar e divulgar o resultado de sua criatividade cada vez mais fecunda.


Valiam as mesmas regras para as relações pessoais, humanas. Também estas se viam atropeladas pelo ritmo alucinante da sociedade de consumo. Era preciso ser muito inovador e criativo para manter por largo prazo uma amizade, um namoro, um casamento. Descartavam-se laços primários como se descartavam objetos, como se troca de roupa. Coisas e pessoas sofriam da mesma provisoriedade. Predominava o "império do efêmero" (Gilles Lipovetsky).


Em lugar da relação eu-tu, do face-a-face, criavam-se relações de terceiro grau. O telefone, a Internet, o orkut, o twitter, a facilidade dos transportes e das comunicações permitiam fugir aos encontros olho-no-olho e estabelecer contatos à distância. Estes nos eximiam dos compromissos duradouros, eram facilmente descartáveis. O verbo namorar foi substituído pelo verbo ficar, onde novamente o compromisso não era a coisa mais necessária. Tudo se volatilizava, tudo era virtual, "tudo que era sólido se desmanchava no ar" (Marx-Engels).


Ao lado disso, crescia o culto do "eu" e do corpo. Aumentava paralelamente o número de academias e de drogas para emagrecer. Ganhavam terreno as celebridades televisivas, esportivas ou cinematográficas. O conceito de personalidade centrava-se sobre o próprio umbigo. Exacerbava-se o individualismo e o hedonismo. A tirania da beleza perseguia os corpos esqueléticos das meninas que participavam dos eventos fashion. Por todo lado, imperava a "tirania do prazer" (Jan-Claude Guillebaud).


Até que um dia... Um dia resolvi fechar os olhos e ouvidos a esse assédio da mídia e do mercado. Estava saturado do bombardeio diário de novidades que, longe de matar a sede, a aguçavam ainda mais. Cada vez eram necessários mais objetivos para preencher o vazio que os anteriores deixavam. E esse vazio só fazia aprofundar-se. Acabei caindo num poço sem fundo e sem remédio. Frustrações, tédio, desilusão e fastídio era minha única colheita.


Busquei o silêncio, a reflexão, a meditação. No monte de lixo de tantos desejos superficiais e supérfluos, tratei de desvendar o desejo mais profundo de meu ser. Que mais queriam meu coração e minha alma? Deparei-me com a necessidade de amar e ser amado, único caminho da felicidade. . Laboriosamente, encontrei-me com a sentença de Santo Agostinho: "O homem veio de Deus e não repousa em paz enquanto não voltar a descansar Nele". Aí estava meu maior desejo!


Sempre no silêncio da oração e da meditação, descobri ainda que esse desejo do totalmente Outro passa necessariamente pelo encontro com o outro humano. Que a busca do Transcendente passa pelo encontro com o diferente. Entendi que era impossível seguir a rota desse desejo mais profundo de forma solitária. A busca implicava, por um lado, combater a violência e a discórdia, as assimetrias e as desigualdades sociais, a miséria e a fome; e, por outro, construir novas relações de solidariedade, justiça e comunhão. Fazer dos estranhos e estrangeiros novos irmãos, deixando-se desafiar por suas interpelações.


Encontrada a pérola, pus-me fatigosamente a cultivá-la. Perco-a com freqüência, é preciso remover novamente o entulho, recomeçar tudo de novo. Ele se revela e se esconde. Mas pelo menos descobri senão a água viva, pelo menos o caminho da fonte.
 
(Cepetec - Opinião)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que é mágica pra você?



Pra mim, a mágica  acontece quando transformamos algo que era pra ser ruim em bom. Quando transformamos um sentimento, um lugar, um modo de pensar, nosso dia-a-dia, e o melhor de tudo, quando conseguimos NOS transformar exatamente naquilo que queremos. 

Copiei a letra de uma música do Zeca Baleiro, que exemplifica isso, de forma bem humorada... 

Vai de Madureira - Zeca Baleiro

''Se não tem água Perrier eu não vou me aperrear

Se tiver o que comer não precisa caviar
Se faltar molho rose no dendê vou me acabar
Se não tem Moet Chandon, cachaça vai apanhar


Esquece Ilhas Caiman deposita em Paquetá
Se não pinta um Cordon Bleu, cabidela e vatapá
Quem não tem Las Vegas, vai no bingo de Irajá
Quem não tem Beverly Hills, mora no BNH''

Já parou pra pensar, que podemos transformar nossa vida simples em uma vida especial, todos os dias? São pequenas coisas que no final fazem toda a diferença e é ai que ocorre a mágica.

sábado, 8 de maio de 2010

Quanto vale um sonho?

Hoje assisti um filme chamado ''Foi apenas um sonho''. Conta a história  de uma mulher que abriu mão de seus sonhos e que ficou muito amargurada por isso.
Decidi escrever sobre isso, pois acontece conosco, é real!
Pra todo lugar que olhamos vemos pessoas assim...
O que é realidade? Você já  questionou isso?
Quando abrimos mão de um sonho, estamos afirmando pra gente e pro mundo inteiro que a realidade é uma só. Que existe só uma forma de conduta e se nós não nascemos ''especiais'', ou  ''fadados ao sucesso'' em todas as área da nossa vida, temos que nos contentar com o que nos resta. 
É isso, você pensa assim?
Pra mim não é isso e nunca será. Eu sou meus sonhos e eles são eu.
Se tivemos desejo real, podemos mudar tudo, em qualquer momento da vida da gente. Só não podemos reverter a falta de fé no amanhã e a morte, claro.
Caiu? Levanta.
 Errou? Aprenda com seus erros.
Tá vivendo uma vida infeliz? Vá em busca da sua felicidade agora! Todos que te amam realmente estarão sempre contigo.
Tá se sentindo velho? Mude esse pensamento mental já...Ter idade avançada não é sinal de velhice, é sinal de maturidade, é uma fase que todos temos que passar. Procure os benefícios da maturidade e curta! você podê namorar, fazer sexo, amar, escrever, cantar, sair, trabalhar...enfim, a atitude é sua!
Tá doente? se trate.
Quer viajar? vá por favor!, tem tanta coisa ai pra conhecer...Tenha coragem.
Acima de tudo, se ame muito. Ame cada pedacinho do seu corpo. Ame seu espírito! e nunca negocie seus sonhos...eles trarão as experiências de vida, que te farão cada vez mais vivo e mais engajados neste mundo, que pode ser maravilhoso se vc quiser.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

''10 Coisas que as escolas não ensinam''



Lição 1. Como prever as consequências

A frase mais comum depois de um desastre é "nunca imaginei"...
O fato é que a maior parte das pessoas tem muita dificuldade em prever as consequências das suas ações e as escolas parecem jamais ter pensado em ensinar como melhorar esse aspecto. Prever as consequências é parte ciência, parte matemática. É a habilidade de criar um modelo mental de uma sequência de eventos.

O problema é que em geral a gente confunde a previsão com o desejo e aí tudo fica muito complicado. Prever é avaliar o passado, reunir informações sobre o presente e, muitas vezes, brincar de estatística para responder a perguntas do tipo: que chances eu tenho de saltar de uma altura de 3 metros e sobreviver, são e salvo?



Lição 2. Como ler corretamente

Ao contrário do que você imagina, ler bem não tem nada a ver com ler literatura. Ler tem a ver com olhar para um texto e realmente entender o que está sendo dito (isso também vale para áudio e vídeo, é claro!) e compreender o que, embora não esteja expresso, é parte integrante do texto. Ler na entrelinhas, intuir o contexto, isso é LER.



Lição 3. Como distinguir fatos e ficção

Questionar o que que está sendo dito, aquilo que você lê ou vê na TV é uma ferramenta fundamental para viver num mundo onde todo mundo tem uma opinião sobre todas as coisas e essa opinião muitas vezes é apresentada como se fosse a verdade absoluta.



Lição 4. Como criar empatia com os outros

Muita gente vive no seu próprio mundinho fechado. Nem sempre isso é um problema, mas reconhecer que existem outras criaturas que compartilham nossos espaços e caminham ao nosso lado e que essas pessoas eventualmente também estão vivendo em seus mundinhos fechados é fundamental para a sobrevivência, a sua e, quem sabe até a de todos. Isso vai impedir você de assumir que todos os outros seres são iguais a você. E, ainda mais importante, reconhecer essa presença faz desse outro uma fonte surpreendente e fértil de conhecimentos, inspirações e novas idéias.



Lição 5. Como ser criativo

Acredite, todo mundo pode ser criativo. Nossa espécie é feita para ser assim. Com um pouco de prática você pode ficar muito bom nisso. Criatividade não nasce do nada. Em geral, ela surge como resposta a algum problema. Um bom jeito de exercitar a sua criatividade é procurar problemas que precisem ser resolvidos, coisas que merecem respostas, necessidades que precisam ser satisfeitas. Escreva sobre essas coisas que você vai encontrando por aí, quem sabe num blog?



Lição 6. Como se comunicar com clareza

Comunicar-se bem é, mais do que tudo, uma questão de saber o que dizer e de dominar algumas ferramentas. A parte mais difícil disso, pode acreditar, é saber o que dizer. A regra de ouro é: gaste mais tempo assegurando-se de que entendeu exatamente o que está querendo dizer e só depois colocando as idéias no papel. Os escritores e jornalistas, em geral, pensam num esqueleto antes de sequer começar a digitar a primeira linha.



Lição 7. Como aprender

Seu cérebro consiste em bilhões de células neurais ligas umas às outras. Aprender é essencialmente arrumar essas conexões. Seu cérebro está sempre aprendendo, esteja você estudando matemática ou olhando para o céu, porque essas conexões estão sempre sendo feitas. A diferença é "como" você aprende. E aprender é uma questão de prática e de repetição. Com o tempo você vai reconhecendo padrões e aplicando esses padrões a outras e outras situações.

Na próxima aula de matemática, tente pensar que estudar qualquer matéria é estudar os arquétipos, padrões básicos, que você vai reconhecer uma vez e depois outra e mais outra... Então tente perceber esses padrões sempre, em todas as disciplinas. Qual é o padrão e não quais são os fatos é a pergunta correta. Responder a essa pergunta vai fazer você aprender de um jeito muito mais fácil.



Lição 8. Como manter-se saudável

De um ponto de vista muito prático, manter a saúde envolve dois componentes: minimizar sua exposição à doenças e a toxinas e preservar seu corpo físico. Simples não é? No entanto, muitas vezes a gente acaba esquecendo que isso é, além de uma lição um direito. Voê nunca deveria ter que se justificar ou se explicar por tentar proteger sua saúde e sua vida. É seu direito absoluto fazer isso. Nenhuma consequência vale você abrir mão desse direito.



Lição 9. Como valorizar a si mesmo

É talvez um pouco cínico dizer isso, mas a sociedade é uma gigantesca conspiração para fazer você se sentir mal a respeito de si mesmo. A propaganda faz você se sentir mal para fazê-lo comprar coisas das quais não precisa, os políticos fazem você se sentir incapaz para fazê-lo imaginar que depende deles para salvá-lo, mesmo seus amigos podem fazê-lo duvidar de si mesmo, ainda que inconscientemente, para ganhar alguma vantagem.

Você pode ter todos os recursos e o conhecimento do mundo, mas nada vai adiantar se você não se sentir empodeirado (empowered) para usá-los. É como ter uma Ferrari sem ter carta de motorista para dirigi-la!

Valorizar a si mesmo é sentir que você é bom o bastante para ter uma opinião, uma voz e que suas contribuições são importantes. É sua habilidade de ser independente e de não precisar de outra pessoa ou de uma instituição para sentir-se bem, autônomo e capaz de tomar as decisões necessárias para viver sua própria vida, do seu jeito.



Lição 10. Como dar sentido para a vida

Viver uma vida cheia de significado é, na verdade, uma combinação de várias coisas. Depende, é claro, de sua dedicação a um propósito ou a um objetivo. Mas também depende de sua capacidade de apreciar o "aqui e agora". E, finalmente, depende de você se dar conta de que seu lugar no mundo, seu significado, é alguma coisa que você mesmo precisa contruir.
 
Stephen Downes

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nosso Sexto Sentido...


                                                 

Quem tem uma visão total de tudo que você está vivendo, já viveu e ainda vai viver em seu futuro é seu Eu Interior, o seu Sexto sentido.

Seu  Sexto sentido é seu Eu Interior com sua perspectiva mais ampla daquilo que você é.
Seu sexto sentido é sua perspectiva mais ampla.
Você pode chamá-lo de Deus.
Você pode chamá-lo de Eu Interior.
Você pode chamá-lo de Alma.
Você pode chamá-lo de Guia Espiritual.
É sua parte não-física que tem uma consciência muito aguçada daquilo que você é. Daquilo que está fazendo. Daquilo que você deseja e também da relatividade entre vocês dois.
Em outras palavras, seu Sexto sentido é sua emoção, é seu barômetro que o deixa saber a distância entre o que deseja e a sua vibração em curso. É isto que seu Sexto sentido é. A forma como você, da sua perspectiva física, define seu Sexto sentido é: "São minhas entranhas que me avisam como minha energia está fluindo. São minhas entranhas que me deixam saber se tudo está bem ou se algo vai mal." Você define seu Sexto sentido de várias formas, dependendo da clareza que tenha sobre o reino não-físico.

(Abraham-Hicks)
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terça-feira, 9 de março de 2010

O Homem (raça humana).

Todo homem é comum mesmo não sendo. O não ser comum do homem parece estar em sua forma própria de ser comum. Em seu jeito singular de sofrer, brincar, envelhecer. Em sua necessidade de construir, simbolizar, criar. Um homem não deixa de ser comum mesmo entre letras, livros, máquinas, sistemas, signos. Um homem é sempre uma trajetória que declina. Que ascende, mas que declina. O comum do homem é sua aparição relâmpago, o seu constituir e o seu perecer. O comum do homem é sua necessidade de dizer, manifestar, inscrever, perpetuar. Ao mesmo tempo sua impossibilidade de permanecer. Todo homem constitui-se na tensão entre viver e morrer, entre dizer e calar, entre subir e descer. Mas, por razões extensas e difíceis, a história humana parece ter se ordenado em torno da vontade de não ser.


Não envelhecer, não sentir dor, não se cansar, não se aborrecer. O homem parece envergonhar-se de ser: pequeno, sensível, mortal, humano. E organiza-se em torno de um ideal de homem, sem corpo. O homem envergonha-se de seu corpo. Não de seu sexo ou de seu prazer, mas de suas vísceras, de seus excrementos, de seus sons e odores, de seu processo bioquímico, fisiológico, orgânico. O homem envergonha-se de morrer e vai acuando-se, escondendo-se, perdendo-se em torno de uma idéia, de uma imagem. Em sua luta por não ser comum, o homem tornou-se nenhum. Todo homem virou nenhum. Nenhum homem na rua, em casa. Nenhum homem na cama. Nenhum homem, mas um nome. O homem se reduziu a um nome. Não um nome próprio, mas um substantivo.

Mas um homem é sempre maior que um nome mesmo que não queira. E uma outra história foi sendo tecida por trás desse desejo de não ser. Enquanto construía seus mecanismos de não corpo, enquanto se constituía como idéia, pensamento, imagem, a humanidade proliferava em seus excessos contidos, em suas angústias não canalizadas, em suas paixões não vividas, em seus pavores maquiados. E um corpo invertido, nascido de tantos corpos abafados, foi constituindo-se socialmente, foi ganhando força e vida. Uma vida invertida, mas uma vida.

Tóxica, ela foi se alastrando pelas casas, pelas ruas, em forma de morte. A morte negada, as perdas e dores abafadas, saíram às ruas reivindicando seu espaço. O que antes esteve circunscrito aos campos de batalha, às margens, aos guetos, agora ganha as escolas, os metrôs, os restaurantes, as praias. Não há mais lugar seguro, carros blindados, condomínios fechados. Agora todos somos igualmente passíveis.

Vivemos a democratização da violência. Vivemos o predomínio daquilo que foi por tanto tempo obstinadamente negado.

A violência trouxe-nos de volta a urgência pelo corpo, pela vida, pelo tempo. E apartou-nos de nosso sonho de perenidade, de futuro, de verdade. Agora, todos estamos órfãos de nosso medíocre projeto de felicidade. Agora é preciso viver, temos urgência do instante, precisamos do corpo, mesmo gordo, magro, estrábico. E aqui, de meu lugar comum, de mulher comum, enquanto lavo a louça do café olhando a cor insistente da tarde que passa, me pergunto por quê? Por que não os dias nublados, as dores do parto, os serviços domésticos? Por que não o escuro, o delírio, a solidão? As lágrimas, os espinhos no pé, as quedas?

Dizem que o homem, como conhecemos, tende a desaparecer. É possível que uma espécie mais forte possa surgir, uma espécie capaz de um dia divertir-se com este nosso hábito demasiadamente humano de negar o inexorável, de controlar o incontrolável, e, não conseguindo, de esconder-se em cápsulas virtuais, em psicotrópicos de ultima geração, em imagens. Um homem que talvez tenha sempre existido pode começar enfim a surgir. Um homem capaz de viver a dor e a alegria de ser mortal, singular, sozinho, comum. Um homem capaz de gritar sua dor impossível. Um homem capaz de cantar. Um homem capaz de viver.

(Viviane Mosé, 2005)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Excitamento da Apreciação

''Então, nunca mais vocês estarão na nostalgia pelo que não podem ter. Vocês se encherão de água na boca, pelo que certamente virá...

A palavra “esperança” nos faz sentir bem, não? A palavra “aventura” nos faz sentir bem, não? E os sentimentos: “realizando o meu sonho”, “experiência gratificante”, “viverem felizes para sempre”, “fazer do mundo um lugar melhor”, “sentir-se feliz no momento”....O que a palavra “riso” provoca em vocês? “Oh, foi tão engraçado, que eu não conseguia parar de rir!”; “Eu ri tanto, que saíram lágrimas dos meus olhos!” ; “Foi a coisa mais engraçada que eu já vi na minha vida!” ; “Essa combinação do saber com eu me lembrar da situação ou o pensar sobre ela, fazem-me dar ainda muitas risadas!”; “Foi a visão mais linda que eu já tive!”; “Nossa, fiquei sem ar!” “Toda vez que eu penso nisso eu volto imediatamente para aquele lugar, e sinto tudo que senti”; “Foi o cachorrinho mais fofinho que eu já vi! Ele lambeu o meu rosto; Eu ainda consigo sentí-lo no meu rosto”; “Eu segurei aquele bebê e meu coração se derreteu. Foi como se fôssemos um só!”; “Eu me lembro do nosso primeiro beijo: Fogos de artifício!”; “Eu amo essa cama, eu amo esse sentimento de Bem-Estar. Eu amo o meu travesseiro.”; “Eu amo o meu carro”; “O Correio é o máximo, não é? Você pega um pedaço de papel, dá uma lambidinha num selo e uma outra pessoa é quem vai ter todo o trabalho de levar sua mensagem para alguém.”; “Computadores são fantásticos!”; “A eletricidade flui”; “Há a abundância de prosperidade”; “O comércio é próspero”; “Os desejos das pessoas são intensificados”; “Mais pessoas se abrindo à mais Energia” “Há a abundância da Abundância” ; “Eu não tenho que ficar acordado na cama à noite, para fazer o meu sangue circular”; “Eu estou tendendo a uma espetacular, intensa, deliberada, particular e penetrante Positividade!”; “A Terra gira em sua órbita em perfeita proximidade aos outros planetas”; “As reservas de água continuam perfeitas em nosso planeta”; “O Oxigênio continua perfeito para respirarmos”; “A vegetação continua a se regenerar”; “Ter Alimento neste planeta é uma certeza”; “O Bem-Estar verdadeiramente é abundante, não?”

 E quando vocês começam, com sagacidade, a escolher esses pensamentos primeiro, seu ponto de atração vai obstruir a entrada de tudo que não é maravilhoso. Vocês, literalmente, vão alcançar imunidade vibracional para aquilo que não querem, e harmonia vibracional, com as coisas que vocês desejam. E ao fazerem isso, vocês estarão no seu Bem Interior. E vocês sabem o que é o seu Bem Interior, em um nível bem consciente, claro, tangível, sábio, absorto, perfumado, e respirado. Divirtam-se com tudo isso!!!! Existe muito amor aqui para vocês. Somos completos.

(Citação do tape de Abraham-Hicks AB-20 Auto-Apreciação)
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Transcedendo a realidade atual.

 
Os grandes feitos do mundo, os lindos e sólidos relacionamentos da histórias, as grandes obras, as grandes artes, começaram com um sonho, um ideal.
   Quando a semente  do amor esta no coração das pessoas, os sonhos se tornam realidade...Porém tem que ter coragem pra acreditar e deixar que o universo realize pra nós.
   Tenho a intenção fixa de dar minha contribuição para o mundo que vivo. Todos nós temos talentos únicos e devemos desenvolve-los em prol da humanidade.
   Um simples gesto de delicadeza pode fazer toda a diferença na vida de outra pessoa. Uma palavra amiga, um incentivo, um abraço de solidariedade ou um  sincero sorrizo pode criar fortes laços de amizade para uma vida inteira.  Isso é transformar um momento qualquer em um momento especial, é a mágica da vida.
   A simplicidade do querer saber e do conhecimento, nos leva a caminhos inimagináveis e o amor, ahhh o amor...nos transporta a outras dimensões dos sentidos.
   O amor pela vida, nos faz querer sermos pessoas melhores. O amor em sí transforma qualquer coisa ruim em boa. O amor pela arte realiza as obras grandiozas, o verdadeiro amor entre as pessoas controi os relacionamentos imortais...
   Viver é a coisa mais louca e mais bela que existe...Um dia estamos tristes, no outro um mundo inteiro se abre dentro de nós. A palavra chave é ''fé''! A fé é que nos transporta para vivenciarmos nossos sonhos. A fé torna o irreal em real, impossível  em possivel, as trevas em luz ou ao contrário, depende no que acreditamos.
  Muitas vezes não temos tudo que amamos, mas é muito importante amarmos tudo que temos...Olhe ao seu redor e agradeça por tudo que tem, seja o que for, até das tristezas podemos tirar lições. Esse amor incondicional à você e a tudo que esta ao seu redor, operará milagres em sua vida.
 O milagre de viver bem. O milagre de poder fazer a diferença no meio em que vive ou na vida de alguém.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ouça com amor as mensagens do seu corpo



 ''Acredito que criamos todas as ''doenças'' de nosso corpo. Ele, como tudo mais na vida, é um reflexo dos nossos pensamentos e crenças interiores.
  O corpo sempre esta falando conosco, só precisamos parar para ouvi-lo. Cada célula sua reage a cada pensamento que você tem e a cada palavra que fala.
   Modelos contínuos de falar e pensar geram posturas, comportamentos, confortos ou desconfortos no corpo. A pessoa que tem um rosto sempre sombrio não criou essa condição tendo pensamentos alegres e carinhosos.
   Os rostos e corpos das pessoas idosas revelam claramente os padrões de pensamento de toda uma vida. Qual será sua aparência quando você for velho?''

(Extraido do livro: Você pode curar sua vida. - Louise L. Hay)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Conto de Natal




- Moço, por favor, quero um trem para as estrelas!


- Ah sim, claro, um ticket só?


- Sim. Estou muito ansiosa...Cansei um pouco desta vida confusa na terra, vou sair, dar uma espairecida. Mas eu volto. Aqui tem muitas coisas que amo...Só não sei quando.


- Pois bem, aqui esta. Parte em 1 hora, ou na hora que a senhora quiser...


Enquanto isso, na plataforma de espera...


- Por favor, vc tem fogo?


- Não,  neste momento prefiro o penumbra.


- Ele parou, olhou pra ela com devoção e curiosidade:

 -Vc também vai para as estrelas? Eu vou e não vejo a hora.

- Eu também...Estou sonhando com o brilho de lá. Ouvi dizer que os sonhos são prateados lá. Vc já foi?

- Não, é minha primeira vez também...Sinceramente, não sei se volto...Não tem nada que me prenda aqui. Quero andar nas nuvens...Sentir bem de pertinho, o orvalho bom das noites enluaradas. ai,ai...
 Dizem que lá agente brilha também, dizem que lá agente é quem quer.

 Pausa.

 Então, eles ficaram mudos olhando o céu, imaginando quanta coisa boa e quanta coisa inesperada teria lá.

 Em suas mentes, renascia as brincadeiras de infância...voltava à tona seus sonhos mais distantes. Ela queria fazer castelos de areia prateada, e nesse castelo ela iria morar, colher frutinhas no quintal, correr despreocupada entre as árvores. Ali ela era simples, ela era tudo e nada ao mesmo tempo, ela era ela.

 E ele, ele era o menino gentil,  um sábio ancião, um principe sereno,  risonho, um gigante forte,  um pequeno pássaro voando...Ele era quem ele queria, ele simplesmente era.

 Os conflitos interiores se desfizeram como num passe de mágica. Eles comiam e bebiam luz. Não havia mais passado. Só havia presente e futuro e dava até pra ouvir suas respirações felizes.

 Envolvidos em uma cumplicidade serena, eles ficaram ali...esperando, meditando, sonhando. A magia acontecia.

 E em seus olhinhos infantis, surgia um fio da esperança anunciada. Tinham um brilho diferente, era quase um desprendimento, quase um amor...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

As Sete Leis Espirituais do Sucesso (Deepak Chopra) - relembrar é bom!

1-LEI DA POTENCIALIDADE PURA
Entre em contato com a sua essência mais pura, silencie a mente para apenas SER. Entre em contato com a natureza observando o silencio e a inteligência que há em todas as coisas. Pratique o não-julgamento.

2-LEI DA DOAÇÃO
Dê um presente em todo lugar que for, a todos que encontrar: pode ser um cumprimento, um sorriso, uma flor, uma oração. Agradeça as dádivas que a vida oferece e esteja aberto para receber. Assim, estará desencadeando o processo de circulação de energia, de alegria, de riquezas, de abundância na sua vida e na vida de outras pessoas.

3-LEI DO KARMA OU DA CAUSA E EFEITO
Pergunte-se, ao fazer uma escolha: Quais serão as conseqüências? Trará felicidade e satisfação a mim e aos outros? Peça orientação ao seu coração. Se sentir conforto, siga adiante com a escolha. Se sentir desconforto, observe. O coração conhece a resposta certa.

4-LEI DO MÍNIMO ESFORÇO
Não se volte contra o Universo, lutando contra o momento presente. Pratique a aceitação, dizendo: hoje aceitarei pessoas, situações, circunstâncias, fatos, como eles se manifestarem. Assuma a responsabilidade pela sua situação e desista da necessidade de defender seus pontos de vista e de convencer ou persuadir os outros. Esteja aberto a todos os pontos de vista.

5-LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO
Faça uma lista de todos os seus desejos. Olhe para ela entes de entrar em meditação, antes de acordar e antes de adormecer. Liberte a lista de seus desejos no ventre da criação e confie. Esteja consciente do momento presente.

6-LEI DO DISTANCIAMENTO
Não force soluções de problemas. Comprometa-se com o desapego. Transforme as incertezas em um ingrediente essencial da própria experiência. Através da sabedoria da incerteza encontrará segurança.

7-LEI DO DARMA OU DO PROPÓSITO DE VIDA
Preste atenção ao espírito que anima seu corpo e sua mente e nutra com amor a divindade que habita em você. Pergunte-se diariamente: "Como posso servir? Como posso ajudar?" Faça uma lista dos seus talentos únicos. Depois outra que adora fazer. Diga então: "Quando eu expresso meus talentos e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância na minha vida e na vida de outras pessoas."

Extraída do livro "As sete leis espirituais do Sucesso" de Deepak Chopra. Editora Presença.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Com vocês o inigualável ''Pablo Neruda''

É Proibido!

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

''Ser'' para ''Ter''

Num mundo em que se prioriza mais o TER do que o SER, nós seres humanos, temos limitações para alcançar as coisas abstratas e dificuldades para valorizar aquilo que a priori não tem valor.

É lógico que precisamos ter casa, ter emprego, ter dinheiro para fazer determinadas coisas, pois estamos num sistema capitalista (o mérito da questão não é um debate político-ideológico sobre modos de produção). Mas, é fundamental ser amigo, ser irmão, ser amoroso, ser crítico, ser cético, ser utópico, ser...

Às vezes, ou na maioria das vezes, só valorizamos as questões que envolvem uma reflexão sobre a nossa condição de SER quando perdemos alguém próximo, quando a relação amorosa não vai bem ou já acabou, quando somos demitidos, quando o TER está ameaçado. Aí refletimos sobre nossas emoções, sobre o que estamos gostando de fazer, sobre como estamos tratando as pessoas em casa e no trabalho, sobre como estamos vivendo de forma tão dura, fria, pragmática e automatizada
TER e não SER é estabelecer uma distância incomensurável com o abstrato, é não se predispor ao menos ao risco e a ousadia de cutucar o infinito. "Preciso aprender a ver o que não se vê, para me transformar no que o amor quiser." canta o músico Jorge Vercilo na música Invisível.

A Filosofia e a possibilidade do conhecimento crítico nos coloca diante dessa prazerosa missão de saber e ao mesmo tempo de reconhcer que nada sabemos. Sócrates, um dos primeiros filósofos que reconhceu essa dinâmica, nos deu uma grande lição com o SEI QUE NADA SEI e o CONHECE-TE A TI MESMO.

Merleau Ponty, pensador contemporâneo afirmava que "filosofar é reaprender a ver o mundo." Traduzindo em miúdos: precisamos perceber melhor a realidade, os dias passam e não são iguais e a necessidade de TER compromete a possibilidade de SER.

O Ter é absoluto, concreto, imediato, temporal. O Ser é processo, atemporal, histórico, infinito. A Filosofia é o abstrato inalcançável e como canta Vercilo em sua música paradigmática: " Eu quero ver o invisível, prever o que está no ar.

Eu preciso SER para TER e não TER para SER.

(Cepetec - Opinião)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Senhoras e Senhores, com vocês, o polêmico, o gênio, o louco, o memorável...Friedrich Nietzsche!

''Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!''


''A vontade é impotente perante o que está por trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.''.


''Temos a arte para não morrer da verdade.''


''Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas''


''A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.''


''Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?


''A recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais.''


''E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.''


O gosto de minha morte na boca deu-me perspectiva e coragem. O importante é a coragem de ser eu mesmo.''


''O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno.''


''Aquilo que não me mata, só me fortalece''


''Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pesso… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia….”
''Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez! E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada!''
''Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.''
''Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objecto desses desejos.''
''O castigo foi feito para melhorar aquele que o aplica.''
''O homem precisa daquilo que em si há de pior se pretende alcançar o que nele existe de melhor.''
''Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida.''