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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quem tem sucesso é solitário


Me fascina entender um pouquinho da cabeça do ser humano...
Parece louco, mas muita gente tem medo do sucesso, acredita?
Inconsciente nós mesmos podemos ter esse medo e isso acaba sabotando nossas oportunidades.
Veja esses vídeos:

Quem tem sucesso é solitário (Jorge Forbes)

Quem tem sucesso é solitário II

sábado, 24 de setembro de 2011

Idoso carbonizado na Irlanda foi vítima de combustão espontânea



COMBUSTÂO HUMANA ESPONTÂNEA

Um dos mais indecifráveis fenômenos estudados pela parapsicologia, e conhecido internacionalmente pelas siglas SHC (Spontaneous Human Combustion). A combustão humana espontânea, como o nome indica, consiste numa auto-inflamação de um ser humano, às vezes queimando completamente o corpo, outras vezes restringindo-se a pontos específicos do corpo. O fenômeno também foi conhecido como pirocinesia ou pirogenese. Não parece haver qualquer critério quanto ao tipo de pessoas que podem ser atingidas pelo fenômeno, assim como nenhum estudo ainda conseguiu chegar às possíveis causas. Em alguns casos fatais, o corpo da vítima foi completamente destruído por um fogo de origem desconhecida, chegando até mesmo a transformar os ossos em pó, uma operação que, em condições normais, só pode ser executada a temperaturas altíssimas – cerca de 1.500 graus – e durante um longo período de tempo.
Existem casos registrados do  fenômeno em que as vítimas foram destruídas em poucos minutos. Outra característica para a qual não se tem explicação é o fato de os corpos serem queimados sem que danifiquem objetos que se encontram próximos a vítima. Foram registrados casos ocorridos em recintos fechados em que apenas o corpo queimou, ficando o restante do aposento absolutamente intocado. Não existem explicações naturais para o fenômeno.
Para complicar a possibilidade de se estabelecer uma relação entre as vítimas, sabe-se que a combustão humana espontânea ocorre com maior frequência durante os períodos em que a atividade magnética do Sol está em seu ponto mais elevado, o que levou alguns dos estudos para o campo das estruturas magnéticas do corpo. Os casos de “combustão localizada” também são muitos, e uma das características consiste no fato de que as vítimas por vezes sequer percebem que estão queimando, como se houvesse uma insensibilização da área. As pequenas chamas que surgem no corpo das pessoas são azuis, o que, segundo especialistas, indica uma origem interna e não externa como alguns pesquisadores acreditaram durante muito tempo. Essa chama pode se prender  aos objetos que entram em contato com ela, podendo até mesmo passar de uma pessoa para outra, se houver o contato.
Segundo alguns estudiosos, esses casos de combustão humana espontânea poderiam e deveriam ser estudados por outras áreas da ciência, mas geralmente não se dá muita atenção ao fenômeno, especialmente devido à absoluta ausência de explicações viáveis. Alguns parapsicólogos ainda estão em dúvida quanto ao fato de o fenômeno pertencer ou não ao campo de pesquisa da parapsicologia.

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Um médico legista da Irlanda afirmou que um homem que morreu queimado dentro de casa foi vítima de uma combustão espontânea – possivelmente o primeiro caso deste tipo na Irlanda.

Michael Faherty, 76 anos, morreu em sua casa em Galway no dia 22 de dezembro de 2010. O corpo carbonizado foi encontrado com a cabeça virada para a lareira.
Contra as suspeitas, o legista de West Galway, Ciaran McLoughlin, disse em uma audiência na Justiça do país, que o incêndio não foi a causa do fogo que matou Faherty. McLoughlin disse também que não há indícios de incêndio criminoso.
O fogo ficou restrito à sala de Faherty e os únicos danos ocorreram no corpo da vítima – que ficou totalmente queimado -, no teto logo acima de onde ele estava e o chão onde o corpo estava.
Parecer raro
O legista afirmou que foi a primeira vez em 25 anos de carreira que deu um parecer de combustão espontânea.
McLoughlin disse ter consultado livros sobre o assunto e feito pesquisas para esclarecer a causa da morte.
O especialista forense afirmou ter encontrado informações sobre combustão espontânea em um livro, e notou que estes casos quase sempre ocorrem perto de uma lareira ou de uma chaminé.
“O incêndio foi totalmente investigado e minha conclusão é de que se encaixa na categoria de combustão humana espontânea, para o qual não há uma explicação adequada“, afirmou.

Fonte: Terra/BBC Brasil

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Campanha: Alma não tem idade, rejuvenesça a sua!




Queridos, o corpo inevitavelmente envelhece, a alma necessariamente não.
Então vamos lá, já que é uma questão de escolha,  eis aqui alguns tópicos para reflexão:

Uma alma envelhecida é caracterizada por pessoas com posturas inflexíveis perante a vida, pessoas
que se levam muito a sério, criticas ao extremo, temerosas pelo amanhã e céticas em relação
a um bem maior.
De um ponto de vista realista, normalmente são muito pessimistas, acreditando sempre no pior.

Por outro lado, existem aqueles que de longe irradiam vitalidade e bondade.
São poucos, mas existem.
São almas com características quase infantis...
Que não esmorecem com seus tombos e voltam a tentar,
Que acreditam e confiam em um bem maior, por mais decepções que já tenham vivido,
Que dançam, cantam, gostam de ser fazer belos, cultivam a alegria e a simplicidade de ser,
Que têm esperanças, que envergam mas não quebram jamais e o melhor, que empenham
todo seu coração em tudo que faz.

Longe de simplificar a natureza humana e classificar as pessoas em boas ou ruins, preste atenção
no que impulsiona todos nós...Nossas crenças, pensamentos e formas de tratar os demais.
Falando assim parece exagero, mas pare para observar  as pessoas ao seu redor ou até a si mesmo,
que verá a coerência dessas informações.

Lembrem-se o de fora reflete o de dentro!
Sua aparência as poucos vai ficando igual sua alma e isso consequentemente irá refletir no espelho
mais tarde.
Escolha qual corpo você quer ter: o que carrega uma alma envelhecida e pesada  ou  uma alma
jovem e radiante? Atitudes são opcionais...Depois não adianta reclamar.
Mesmo porque, a questão não é propriamente estética, e sim o fato de viver bem consigo mesmo.

PS: Querem saber qual a fonte do texto acima?
Reflexão dos fatos na escola da vida, consciência do mundo ao meu redor e muito auto conhecimento.

Beijos, até mais!

Adri.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender os conceitos enraizados do orgulho. Foi escrito com o intuito de preveni-lo contra a falsa identificação com o ego orgulhoso.

1. Pare de se sentir ofendido
O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreçam, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você de que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego e esteja em paz. Assim como nos lembra o Curso em Milagres: a paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu e leva à agressão, ao contra-ataque e à guerra.

2. Abandone o querer vencer
O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas. Você não se resume às suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa. Significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejar.

3. Abandone o querer estar certo
O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona a julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego: “Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê-se a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade. Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego à necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão pergunte a si mesmo: “Quero estar certo ou ser feliz?”. Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa à qual foi predestinado a viver.

4. Abandone o querer ser superior
A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor do que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos nós temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo o que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retornam a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que o levam para longe da intenção. O Curso em Milagres aborda essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falsa vista no outro e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.

5. Deixe de querer ter mais
O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz. A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância o banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.

6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7. Deixe sua reputação de lado
Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiado pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre sua reputação ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!
Wayne W Dyer

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Descobrindo seu real ser...

A maioria dos seus pensamentos não são seus, mas dos seus pais, professores, amigos, livro, filmes, da televisão, dos jornais, etc...
Simplesmente conte quantos pensamentos realmente são seus, e você ficará surpreso de que nenhum pensamento é seu. Todos vem de outras fontes, todos são emprestados - ou despejados pelos outros em vc ou despejados  totalmente por você mesmo em você. Mas nada é seu.
Então não se identifique com eles, permaneça como um observador apenas e deixe-os passar.
Assim, meditaçãoé simplesmente observação, consciência. E isso revela - não tem nada haver com invenção. A meditação descobre quem esta aí, o seu real ser, dentro de vc.
E uma vez que vc tenha entrado neste espaço, você sairá uma pessoa totalmente nova, um novo homem.
Você agora tem sua face original. Todas as máscaras desapareceram.
Você viverá no mesmo mundo, mas não do mesmo modo.
Você estará entre as mesmas pessoas, mas não com a mesma atitude e a mesma abordagem.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mestre, o que eu quero?

Se você não conhece a si mesmo, você está vivendo na inconsciência, e uma vida de inconsciência só pode ser uma vida de equívocos. Você pode ouvir Buda, você pode me ouvir, você pode ouvir Jesus, mas você interpretará de acordo com a sua própria inconsciência – você interpretará mal.


Você me pergunta, ‘O que eu quero?’ Eu é que devo lhe perguntar, ao invés de você me perguntar, porque depende de onde você está. Se você estiver identificado com o corpo, então o seu querer será diferente; então comida e sexo serão suas únicas vontades, seus únicos desejos. Esses são dois desejos animais, os mais baixos. Eu não os estou condenando ao chamá-los de mais baixos, eu não os estou avaliando. Lembre-se, eu estou apenas afirmando um fato: o mais baixo degrau da escada. Mas se você estiver identificado com a mente, os seus desejos serão diferentes: música, dança, poesia, e depois existem mil coisas.

O corpo é muito limitado; ele tem uma polaridade simples: comida e sexo. Ele se move como um pêndulo entre esses dois, comida e sexo, nada mais existe para ele. Mas se você está identificado com a mente, então ela tem muitas dimensões. Você pode estar interessado em filosofia, em ciência, em religião – você pode estar interessado em muitas coisas que consegue imaginar.

Se você estiver identificado com o coração, então os seus desejos serão de uma natureza ainda mais elevada, mais do que a mente. Você se tornará mais estético, mais sensitivo, mais alerta, mais amoroso.

A mente é agressiva, o coração é receptivo.
A mente é lógica, o coração é amor.

Assim, depende de onde você está ligado: no corpo, na mente ou no coração. Esses são os três mais importantes locais nos quais a pessoa pode funcionar. Mas também existe um quarto local em você; no oriente ele é chamado de turya. Turya simplesmente significa o quarto, o transcendental. Se você está consciente de sua transcendentalidade, então todos os desejos desaparecem. Então a pessoa apenas é, sem qualquer desejo, sem nada para ser pedido, para ser atendido. Não existe futuro ou passado. Então a pessoa vive neste momento completamente satisfeita, realizada. No quarto, o seu lótus de mil-pétalas desabrocha; você se torna divino.

Você está perguntando, ‘O que eu quero?’ Isso simplesmente mostra que você nem mesmo sabe onde está, onde você está ligado. Você terá que investigar dentro de si mesmo – e isso não é muito difícil. Se é comida e sexo que toma a maior parte de você, então eli é onde você está identificado; se é algo que diz respeito ao pensar, então é a mente; se diz respeito a sentimentos, então é o coração. E, naturalmente, não pode ser o quarto; senão a pergunta nunca teria surgido.

Assim, ao invés de responder a você, eu gostaria de lhe perguntar onde você está. Investigue.

Investigue, olhe para o lugar exato onde você está. No que me diz respeito, todo desejo é completo desperdício, todo querer é errado. Mas se você está identificado com o corpo, eu não posso dizer isso para você, porque isso estará muito longe do seu alcance. Se você está identificado com o corpo, eu lhe direi, mude um pouco para desejos mais elevados, os desejos da mente, e depois um pouco mais alto, para os desejos do coração, e depois finalmente ao estado sem desejos.

Desejo algum jamais será satisfeito. Esta é a diferença entre a abordagem científica e a abordagem religiosa. A ciência tenta satisfazer os seus desejos e, naturalmente, a ciência tem sido bem sucedida ao fazer muitas coisas, mas o homem permanece na mesma miséria. A religião tenta acordá-lo para a grande compreensão para que você possa ver que todos os desejos intrinsecamente não conseguem ser satisfeitos.

É preciso ir além de todos os desejos e somente assim haverá contentamento. Contentamento não é o fim de um desejo, contentamento não é a satisfação do desejo; porque o desejo não pode ser satisfeito. Com o tempo, quando você chegar à satisfação do seu desejo, irá descobrir que mil e um outros desejos surgiram. Cada desejo se ramifica em muitos desejos novos. E isso acontecerá repetidas vezes e toda a sua vida será desperdiçada.

Aqueles que sabem, aqueles que vêem – os budas, os despertos – todos concordam em um ponto. Isso não é uma coisa filosófica, é factual, o fato do mundo mais interior: o contentamento acontece quando todos os desejos tiverem sido abandonados. É com a ausência de desejos que o contentamento surge dentro de você. – na ausência. Na verdade, a própria falta de desejos é contentamento, é preenchimento, é gozo, é florescimento.

Krishna, mova-se dos desejos mais baixos para os desejos mais elevados, dos desejos brutos para os desejos mais sutis, e depois para o mais sutil, porque é fácil o pulo do mais sutil para o não-desejo, para o estado sem desejo. O estado sem desejo é nirvana.

Nirvana tem dois significados. É uma das mais belas palavras; idioma algum pode orgulhar-se dessa palavra. Ela tem dois significados, mas esses dois significados são como dois lados de uma mesma moeda. Um significado é a cessação do ego e o outro significado é a cessação de todos os desejos. Isso acontece simultaneamente. O ego e os desejos estão intrinsecamente juntos, eles estão inseparavelmente juntos. No momento em que o ego morre, os desejos desaparecem, ou vice-versa: no momento em que os desejos são transcendidos, o ego é transcendido. E ser sem desejos, ser sem ego, é conhecer a felicidade suprema, é conhecer o êxtase eterno.

Sannyas é isso: a busca pelo êxtase eterno, a qual começa mas nunca termina.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O medo de se comprometer - OSHO

Se existe algum conflito, vá fundo nele. Decida alguma coisa. Somente através de decisões você fica cada vez mais cônscio, somente através de decisões você fica cada vez mais cristalizado, fica mais afiado. Do contrário a pessoa torna-se apática.


As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um templo para outro; não porque sejam grandes buscadoras, mas porque são incapazes de decidir. Assim elas ficam pulando de um para outro. Essa é a maneira delas evitar comprometer-se.

O mesmo acontece com outros relacionamentos humanos: um homem fica pulando de uma mulher para outra, vai mudando. As pessoas acham que ele é um grande amante; ele não é um amante de jeito algum. Ele está evitando, está tentando evitar algum envolvimento mais profundo porque com envolvimento mais profundo os problemas precisam ser enfrentados, e ele irá passar por muito sofrimento. Assim a pessoa simplesmente joga seguro; a pessoa toma a decisão de nunca se envolver profundamente com alguém. Se você for muito fundo, pode não ser capaz de voltar facilmente. E se você for muito fundo com alguém, outra pessoa irá fundo com você também; é sempre proporcional. Se eu for muito fundo com você, a única maneira é permitir que você também vá fundo em mim. É um dar e receber, é um compartilhar. Então a pessoa pode ficar enrolada demais e será difícil escapar. O sofrimento pode ser grande.

Assim as pessoas aprendem como jogar seguro: basta se encontrar superficialmente; um caso de amor do tipo bata e corra. Antes de ser agarrado, corra.

Isso é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão imaturas, tão infantis; elas estão perdendo toda a maturidade. A maturidade chega somente quando você está pronto para enfrentar a dor de seu ser; maturidade chega somente quando você está pronto para aceitar o desafio. E não há um desafio maior que o amor.


Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram... Mundos totalmente diferentes. Como é que eles são atraídos um pelo outro? Porque eles são totalmente diferentes, quase opostos, pólos opostos.

É muito difícil ser pacífico num relacionamento, mas esse é o desafio. Se você fugir disso, fugirá da maturidade. Se você vai fundo nisso com toda a dor, e assim mesmo continua, então pouco a pouco a dor se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção. Pouco a pouco, através do conflito, surge a fricção, a cristalização. Através da luta você fica mais alerta, mais cônscio.

O outro se torna como um espelho. Você pode ver sua feiúra nele. O outro provoca sua inconsciência, trazendo-a para a superfície. Você terá que conhecer todas as partes ocultas de seu ser e o caminho mais fácil é ser espelhado, refletido, num relacionamento. Mais fácil, digo assim, porque não há outra maneira, mas isso é difícil, árduo, porque você terá que mudar através disso.


Quando você vai para um mestre, um desafio ainda maior se apresenta diante de si, pois terá que decidir e a decisão será por algo desconhecido. A decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno.

Surgem muitos conflitos. Mas não continue mudando sempre, porque essa é a maneira de evitar a si próprio. E você irá permanecer mole, irá permanecer infantil. A maturidade não acontecerá a você. (...)

Somente o desconhecido deve atraí-lo porque você ainda não o viveu; ainda não andou por esse território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer por lá. Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco, e você irá crescer continuamente. Mas, se continuar decidindo pelo conhecido, ficará se movendo repetidamente num círculo com o passado. Você prosseguirá repetindo-o; você se tornará como um gravador.

Assim, decida. E quanto mais cedo você o fizer, melhor. Adiamento é simplesmente estupidez. Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje? E você acha que amanhã será mais sábio do que hoje? Acha que amanhã estará mais vivo que hoje? Você acha que amanhã estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje?

Amanhã você estará mais velho, sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua esperteza será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a dar sinais e a ficar mais assustado. Nunca adie para amanhã. E quem sabe? Amanhã pode chegar ou pode não chegar. Se você tem que decidir, é preciso decidir agora mesmo.”
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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ser humilde é ser fraco? por favor, leiam até o final...

Por que é tão difícil encontrarmos pessoas que tenham a humildade em suas características? O orgulho, a vaidade, o poder, a soberania e arrogância parecem sempre se sobrepor nas relações humanas. Algumas pessoas consideram o humilde como um ser menos digno, com menos potencial, menos capaz. Quanta ignorância! E assim querem ser tudo, menos humildes. Pisam nos outros, como se estivessem lidando com seres isentos de qualquer sentimento. Na verdade, tratam aos outros dessa maneira, pois não consideram os próprios sentimentos, pois ter sentimento pode representar ser "fraco". Não respeitam nada nem ninguém, pois também não se respeitam. Apenas estendem aos outros a maneira como foram tratadas na maior parte de suas vidas, e infelizmente, como ainda se tratam. No fundo, sentem que não são merecedores de amor e assim se tornam incapazes de amar, tornando as relações com quem se envolvem como grande fonte de sofrimento.



A pessoa arrogante, orgulhosa, não conquistou a humildade, pois não sabe apreciar e valorizar a simplicidade. Tem sempre que demonstrar seu ar de superioridade, menosprezando quem está ao seu lado, pois acredita ser esse o caminho que irá garantir ser reconhecido. Desprezar o outro, o faz acreditar que é melhor, superior.



Claro que falar de humildade não torna ninguém humilde. Mas por que é tão difícil praticar a humildade? Nossa sociedade ainda e, infelizmente, associa humildade com inferioridade, fraqueza, submissão e até pobreza. Quando, na verdade, está relacionada com distinção, respeito, gentileza, sensibilidade, graciosidade, simplicidade e, principalmente, autoconhecimento! Afinal, quem tem plena consciência do seu valor pessoal não precisa se exaltar, se mostrar aos outros, nem se comparar. Não precisa gritar para que todos ouçam o quanto é melhor! Não sente necessidade de exibir sua capacidade, seu poder, prestígio ou cultura, porque tem consciência de seus valores internos. Não precisa diminuir o outro para que consiga se elevar.



As pessoas humildes realçam e valorizam as "pequenas grandes" conquistas do dia-a-dia em sua essência. Tratam as outras pessoas como seres dignos de respeito, pois possuem a capacidade de se colocarem no lugar do outro em seu sofrimento. E você, como se comporta perante o sofrimento de quem ama e das pessoas que sequer conhece? Como trata as pessoas que estão à sua volta? Como valiosos presentes em sua vida ou como se estivessem sempre atrapalhando? Como enfrenta as dificuldades que surgem em seu caminho? Como trata aqueles que por vezes o machucam? Com humildade, serenidade, confiando em sua capacidade de superar e aprendendo com cada uma dessas pessoas ou julgando-as e condenando-as? Por que, por vezes, se torna tão complicado ser flexível diante de alguns acontecimentos? Por que tendemos agir por impulsividade, sem pensar e sem analisarmos as próprias atitudes, como se só o outro fosse errado? Por sermos superiores? Sermos o certo? Quem nos garante que agimos da melhor maneira? Será que somos honestos com o outro como gostaríamos que fossem conosco? Creio que seja preciso um tempo para refletir sobre essas questões e conseguir responder essas perguntas. Afinal, ninguém é superior a ninguém, apenas podemos, sim, estar em momentos ou estágios diferentes, apenas isso.



Pode ser valioso também aprofundar essa análise em sua infância. Conviveu com pessoas arrogantes, orgulhosas? A criança que convive com o preconceito, incompreensão, críticas excessivas, pais inseguros, inflexíveis, excessivamente exigentes, dominadores, pode ter dificuldade quando adulto de desenvolver a humildade, pois para ser aprovada era necessário muitas vezes ser igual, experimentando sempre uma sensação de carência. Assim, se tornam pessoas orgulhosas, não de quem são, mas de quem acreditam ser. O orgulho, arrogância, em geral, faz parte de pessoas com pouco autoconhecimento, por não se conhecerem precisam passar uma imagem de pessoas seguras, exatamente ao contrário do que verdadeiramente sentem. Pisam nos outros como sentem que foram pisadas durante parte de sua vida. Estão sempre buscando corresponder às expectativas dos outros para serem aceitas, ignorando os próprios sentimentos e quem são na verdade. Isso pode gerar um sentimento crônico de insatisfação, buscando sempre ser admirada de alguma maneira. Acredita que o externo, com seus aplausos e reconhecimento, através de sua vaidade extrema e pela busca de status, poderão compensar a falta de contato com seu mundo interior, que na verdade, sequer conhece. Com isso, busca transmitir uma imagem idealizada de ser extremamente importante, não importando os meios pelo qual irá atingir essa imagem. Mas será que vale mesmo a pena ser orgulhoso, arrogante? Será que vale perder um amor por orgulho? Vale perder uma amizade? É mais importante manter sua imagem do que ser humilde o suficiente para admitir seu erro e pedir desculpas? Por que não ser mais amoroso consigo mesmo e aos poucos perceber a riqueza de existe dentro de si? Por que não mudar a maneira de tratar a si mesmo e estender aos outros? Por que não perceber que o aplauso mais significativo com certeza sempre será o seu? Pense sobre isso, acima de tudo com muita, muita humildade.
 
Rosimeire Zago
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Nossa vontade quer o que nos faz mal????


Nossa Vontade esta invertida?


Todos nós gostaríamos de ser elegantes, ter boa aparência, mas 40% da população é de obesos.

De manhã cedo, ao acordar, praticamente todos gostaríam de desligar o despertador e ficar mais tempo na cama, espreguiçando ou tirando o sono atrasado – e na verdade o melhor seria pular dela, fazer exercícios, o que faz um enorme bem a saúde, tomar uma boa ducha e partir bem-humorados para uma nova jornada de realizações.

Exemplos também são o cigarro e o alcool que nos faz muito mal e nós que somos chamados de ''seres racionais'', adotamos hábitos altamente destrutivos que podem ser vistos como o resultado de desejos inconscientes de morte.

Outro exemplo muito interessante dessa vontade invertida é com relação ao uso que fazemos de nosso tempo livre, seja ele em fins de semana ou nas férias. Muito frequentemente, as pessoas voltam mais cansadas nas 2ª feiras, após um domingo sem fazer nada, ou de um feriado prolongado.

Um dos maiores problemas de como o ser humano é invertido esta relacionado ao sonho que muito tem em poder se aposentar para poder fazer só aquilo que gostam e quando se aposentam, acabam caindo em forte depressão.


Nossa vontade é contra nossa consciência?

Aparentemente tudo, ou quase tudo que nos faz bem, só temos tendência a rejeitar. Estudar, trabalhar, fazer exercícios, comer certo e moderadamente, dormir cedo, fazer bem ao próximo, ter tolerância com os problemas do dia-a-dia, manter uma conduta otimista , controlar nossa preguiça, não dar ouvidos a intrigas, enfim – se quisermos estar de acordo com o que é bom e saudável para nós, teremos que de contrariar nossa ''vontade invertida''.

Nossa consciência nos manda para um lado e nossa vontade nos manda para outro e só quando conseguirmos sintonizar nossa vontade com nossa consciência é que nos sentiremos bem e em condições de viver uma vida mais tranquila.
 
(Claudia B.S. Pacheco - Psicanalista)
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sábado, 3 de abril de 2010

A diferença entre ''estar doente'' e ''ser doente''

        

Infelizmente, este é o caso da imensa maioria da humanidade...
  Muitas pessoas consideradas normais, não descobriram o que é ter saúde realmente, o que é viver sadiamente. Isso por falta de uma educação para saúde, que muita gente nem sabe o que é doença.
  Um aleijado, nem sempre é um ''doente'', ele pode ser mental e organicamente sadio.
  De modo que, outra pessoa que exibe uma aparência de saúde, pode ser um desses infelizes que já passaram a tomar como normal um estado enfermiço crônico da alma, uma incapacidade qualquer, ou mesmo uma invencível tristeza, um medo de viver, e se mantém a custa de medicamentos ou drogas.

  Os normalmente infermos: 

  Não podem passar sem remédios ou drogas, sem cigarros, sem jogos de azar, sem bebidas alcoolicas, sem extravagâncias na alimentação, etc...
  Sofrem distúrbios no sono, na digestão, na respiração, na circulação ou na vida sexual...
  Padecem de dores numa ou noutra parte do corpo...
  Trabalham em demasia ou são indispostos para o trabalho;
  Quanto as emoções, em vez de perdoar, guardam ressentimentos, em vez de oferecer ajuda, vivem a mendigar alguma coisa, principalmente compreensão, aceitação, prestígio, amor ou compaixão;
  Já perderam a capacidade de vibrar com a beleza sutil (paisagens, poesia, boa música...);
  Só conseguem ficar ligados em emoções grosseiras, fortes e perturbadoras;
  Não vacilam em mentir, trair ou furtar, desde que saiam lucrando, seja dinheiro, prestígio, posição ou poder;
  Não tendo um motivo elevado pra viver, a todo instante, procuram o que esta mais perto, mais material, mais desejado pelas multidões ignorantes...
  Estão cegos para os valores espirituais, para o amor e para a fraternidade entre os demais...
  Agem como máquinas, sem saber o que fazem...
  Com frequência, deixam-se envolver em más pensamentos , em desejos egoístas e impuros...
  Padecem de estados de medo, ira, inveja, ciúme, animosidade, ansiedade, angústia, ressentimento.

  Conseguir olhar pra dentro e diagnosticar algo doente em nós, já é um bom começo para mudanças..

  (Prof. Hemógenes - Academia Hermógenes Yoga)           

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

No Divã do Gikovate

  Nessa férias estou fazendo ótimas viagens...Viagens pelo litoral afora e para  também dentro de mim.

  Apesar que, para estar em contato comigo mesma, não preciso de pretextos, esse é um exercício diário pra mim.
  Bom, mas levei um livro muito interessante do Flavio Gikovate, conhecido psicanalista atual, e vou citar abaixo um trecho que me chamou bastante atençao:

''Os problemas de relacionamento tem se complicado ao longo das últimas décadas.
 Sim, porque existem inúmeros divórcios, que determinam complexas relações entre os filhos de relacionamentos anteriores e os novos parceiros de seus pais (e eventuais filhos desses parceiros, também frutos de relacionamentos  anteriores).
 No trabalho, as relações também  tem se tornado mais frouxas. Já é um fato:as pessoas trocam de emprego com uma frequência muito maior do que no passado, o que gera instabilidade e competição e estimula certos comportamentos desleais.
  Muita gente boa acaba sendo prejudicada, já que não raramente é vítima de pressões ou calúnias de egoístas, competentes tão somente em defender com unhas e dentes seus direitos e em tentar se aproporiar daquilo que não lhes pertence. A cultura continua a enaltecer a generosidade como uma grande virtude, o que incensa a vaidade de muitios desses que se deixam abusar pelos mais espertos.
  Nesse mundo dividido entre generosos e egoístas, reforça-se a vocação para a dependencia, que pode ser dupla: entre pessoas ou por drogas.
  Em outras palavras, nossa sociedade não estimula em nada a independência de cada um de nós.
  Critica o uso de drogas, mas estimula as condições emocionais para que sejam mais e mais procuradas.
  Não espanta, pois, que os resultados obtidos até agora no combate à dependencia quimica tenham sido ínfimos.''

  Diante disso, me veio as questões: Porque somos tão dependentes de algo ou alguém? 
  Poxa, para ter solidez nas ligações afetivas de nossas vidas, temos que viver homogeneamente?
  E nossa individualidade, nossos gostos, nossos desejos, nossas experiências (que são só nossas e ninguém pode viver por nós), onde ficam? 
  Em prol de um sistema que funcione em nossa sociedade, temos que abrir mão de nosso intimo?
  Enfim, não faço apologia ao egoísmo, jamais! Pra mim, vida é troca, é acrescentar algo bom na vida de outrem, mas o que sinto em nossa sociedade é algo doentio...
  É posse entre as pessoas, é manipulação, é chantagem emocional, é uma dependência exacerbada.
  Relacionamentos de mães e filhos, país e filhos, homem e mulher e entre amigos, que parecem mais uma grande fogueira das vaidades.
  Queridos amigos, amar é acrescentar,  é ajudar,  é poder contar nas horas de dificuldade, é rir e chorar juntos, mas o principal: amar é permitir que o outro seja quem ele quer ser e se amar é ser quem se é.
  O resto é jogo de interesses.

sábado, 28 de novembro de 2009

Você é uma pessoa positiva?...Será?

O pensamento positivo opera milagres na nossa vida e no universo. Digamos que é a chave do segredo, que nos leva a verdadeira qualidade de vida, pois no universo existe a ''Lei da Atração'' e quando sentimos positivo atraimos coisas positivas, isso é fato...


Porém a maior parte das pessoas raramente sentem que elas são negativas. Assim uma das coisas que elas devem fazer é manter um caderno de registros para toda a semana, de cada pensamento ou sentimento negativo que elas experienciaram. Notem que eu disse CADA pensamento ou sentimento negativo. Isto inclui as coisas pequenas, triviais, insignificantes que vocês permitem entrar subitamente em sua mente, tais como a pessoa que passa subitamente na frente do seu carro e que vocês pensam que é um ignorante, ou o serviço que vocês receberam que consideram mal feito, ou a senhora no supermercado que vocês acham ser uma pessoa relaxada, ou o desgosto que vocês têm em relação a si mesmos por comerem excessivamente, ou a raiva que sentem se o seu carro sofre uma avaria, e assim por diante.


Minha experiência tem sido que próximo ao final da semana, as pessoas até assim chamadas de positivas, tenham várias folhas de papel de registros e ficam surpresas de quão freqüentemente elas foram negativas, e chocadas de como elas estavam cegas quanto ao seu pensamento negativo. Assim, o próximo passo em direção a sua decisão de fazer uma mudança positiva no mundo é observar as suas respostas diariamente por toda a semana. Prestem muita atenção aos seus pensamentos e sentimentos e mantenham um simples registro de cada pensamento ou sentimento negativo que tenham.


Este é um exercício muito valioso, porque ele mostra claramente quantas vezes a cada dia vocês estão qualificando erroneamente a energia sem mesmo compreendê-la.


Muitas pessoas estão se sentindo infelizes na síndrome do "coitado de mim". Elas sentem que são realmente boas pessoas, mas todas estas coisas terríveis continuam acontecendo a elas de qualquer modo. O que este exercício revela é que podemos não estar fazendo coisas catastroficamente negativas, como roubando as pessoas ou assaltando um banco, mas estamos freqüentemente nos lamentando com trivialidades.


Uma vez que completem este exercício e reconheçam que vocês não podem estar controlando os seus pensamentos e sentimentos, mas apenas lhes permitindo que aconteçam, vocês podem avançar para o próximo passo, mudando aqueles hábitos desagradáveis e começando a assumir o controle dos seus pensamentos, palavras e ações.


A cada vez que vocês apresentarem o esforço de se programarem deliberadamente no pensamento construtivo, mais fortes vocês se tornarão e mais naturais serão as respostas positivas. Antes que o saibam, o seu padrão de pensamento será automaticamente positivo, ao invés de negativo, e vocês terão estabelecido um novo hábito construtivo.


Enquanto vocês estão passando por este processo de adquirir o controle dos seus pensamentos e sentimentos, vocês precisam ser tolerantes e se perdoarem. Se perceberem que pensamentos negativos ou sentimentos negativos estão se arrastando em sua consciência, vocês precisam parar, esvaziar a sua mente dos pensamentos ou sentimentos negativos, tomarem uma respiração profunda, e então procurarem o lado positivo da situação com a qual estão lidando. Não mais dêem o poder ao pensamento negativo, repreendendo-se ou se condenando pela transgressão. Apenas o deixem ir, fluam-no com a Chama Violeta do Perdão, e se focalizem no lado positivo da situação, não importa quão insignificante ela seja.



Comecem o seu novo hábito do pensamento positivo, procurando o lado positivo de cada pessoa, lugar, condição, ou coisa que encontrem. A regra geral é que podemos facilmente perceber imperfeições em outras pessoas, mas a menos que alguém seja um gênio ou que pareça uma Deusa ou um Deus Grego, nós raramente notamos os seus atributos positivos. Neste exercício vocês devem mudar o seu modo para buscar algo bom em cada pessoa, lugar, condição e coisa com os quais entrem em contato. Algumas vezes este é um verdadeiro desafio. Algumas pessoas que vocês conhecem podem parecer tão censuráveis que a única coisa que vocês serão capazes de apreciar em relação a elas é a cor das suas meias, mas vocês devem encontrar algo bom em cada caso.



Após praticarem isto por algum tempo, vocês compreenderão que, não importa quão desagradáveis as coisas pareçam ou quão degenerada uma pessoa possa parecer, há uma chispa de esperança em cada situação e uma chispa de Luz em cada pessoa. Ao colocarem conscientemente a sua atenção nesta qualidade redentora, não dando o momentum e o poder ao negativo, vocês podem mudar esta situação destrutiva em uma experiência positiva, e, freqüentemente, podem dar à pessoa negativa, o incentivo que ela precisa para encontrar um modo melhor de se comportar. Isto pode parecer muito bom para ser verdade, mas eu lhes asseguro que esta é a Lei natural da Atração, e esta é tão correta e tão praticável quanto as Leis da Matemática, da Música, da Física ou de qualquer outra ciência.


(Do Livro de Invocações: "EU SOU - Co-criando a Nova Terra")

sábado, 13 de junho de 2009

Declare hoje o seu dia internacional..Yeah

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é... Saber viver.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

O pensamento...

O pensamento tem poder infinito. Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.

Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS.Positivo atrai positivo.Alegria chama alegria. Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trbalhar na direção de suas metas. Seja incansavelmente otimista.Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.Sem esforço não existe vitória.Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir. (Pablo Neruda - poeta) .

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Deixe a raiva secar.

Recebi este email hoje e quero deixar registrado aqui...Uma real lição de vida...Espero que apreciem e que fiquem no coração de vocês, como ficou no meu...



Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou : - Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou : - Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar à sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? - Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. -

Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro . Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando :

- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim ! Não foi minha culpa .

- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Quantas famílias , irmãos , parentes ,vivem em desavenças por bobagens ,ficam sem se falar, ficam se evitando , até mesmo criticando .

Muitas vezes , ninguém sabe porque ou quem começou , e infelizmente ninguém dá o braço a torcer . Tudo isso poderia ter sido evitado se estas pessoas tivessem deixado a raiva secar. Se você não quiser fazer doidices quando estiver com raiva, esse é um ótimo conselho para nós : ''DEIXE A RAIVA SECAR. ''

É o tempo suficiente para você controlar seus impulsos ou para que as coisas possam ser melhor compreendidas.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

A neurociência explica o prazer em presentear.

" É fácil entender por que é que receber um presente nos deixa tão felizes: ele é sinal de que somos queridos e ainda ganhamos o presente propriamente dito, uma novidade interessante, coisa que o cérebro adora.

Mas por que é que dar um presente também é tão bom?

Pela lógica racional, dar um presente custa tempo e dinheiro, e não nos traz nenhum benefício direto. Mas será mesmo assim?

A neurociência hoje tem uma visão diferente. Presentear traz benefícios ao cérebro, e de várias formas. A primeira recompensa para quem presenteia é o sorriso no rosto de quem recebe o pacote. O sorriso deixa a pessoa que recebe a prenda ainda mais bonita aos olhos do nosso cérebro. O cérebro regista o sorriso do outro activando a parte da frente do córtex órbito-frontal, na região entre os olhos. Como essa parte do cérebro representa o valor positivo dos acontecimentos, a beleza do sorriso do outro, sobretudo se ele acontece por nossa causa, gera em nós um prazer e tanto.

Segundo benefício: ao ver o sorriso no rosto da pessoa presenteada, o nosso cérebro também nos faz sorrir.
Acontece assim. Sorrimos quando vemos alguém sorrir de felicidade porque isso aciona neurónios-espelho no córtex pré-motor, que, por imitação, também colocam um sorriso no nosso rosto. Junto com o sorriso vem uma série de mudanças no corpo, também provocadas pelo cérebro. Sentimo-nos melhor, mais leves e mais felizes.

Mas o mais impressionante é que já começamos a sentir-nos bem muito antes de entregar o presente.
A simples decisão hoje de fazer o bem amanhã já basta para ativar o sistema de recompensa e também o córtex órbito-frontal, o representante do lado positivo das coisas. Isso acontece muito antes de vermos qualquer sorriso a formar-se no rosto do outro.
Essa ativação antecipada nos da prazer, mesmo que fazer o bem tenha um custo em dinheiro e tempo. Para os céticos, o prazer que o nosso cérebro sente em decidir fazer o bem seria uma prova de que não fazemos nada que não nos traga algum benefício.

Mas eu prefiro pensar de maneira diferente. Imagina só: o meu cérebro poderia não ligar a mínima para a possibilidade de fazer o bem aos outros...Mas ele liga!. E com isso todos ganham: quem dá e quem recebe. Não é excelente e transformador para os dias de hoje?

Beijosssss

terça-feira, 3 de março de 2009

Genial este texto sobre o amor, leia com atenção...(Dr. Flavio Gikovate)

UM ROTEIRO PARA SER FELIZ NO AMOR

1. O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas, ousadas, etc. A "felicidade aristocrática"deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática tem a ver com a vaidade e é geradora inevitável de violência em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria.

2. É difícil definir felicidade: podemos, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida.

3. Apesar de ser acessível a todos, o fato é que são muito raras as pessoas que são bem sucedidas no amor. Ou seja, devem existir um bom número de requisitos a serem preenchidos para que um bom encontro aconteça. Não tem sentido pensar que a felicidade sentimental se dê por acaso; não é bom subestimar as dificuldades que podemos encontrar para chegar ao que pretendemos; as simplificações fazem parte das estratégias de enganar pessoas crédulas.

4. O primeiro passo para a felicidade sentimental consiste em aprendermos a ficar razoavelmente bem sozinhos. Trata-se de um aprendizado e requer treinamento, já que nossa cultura não nos estimula a isso. Temos que nos esforçar muito, já que os primeiros dias de solidão podem ser muito sofridos. Com o passar do tempo aprendemos a nos entreter com nossos pensamentos, com leituras, música, filmes, internet, etc. Aprendemos a nos aproximar de pessoas novas e até mesmo a comer sozinhos. Pessoas capazes de ficar bem consigo mesmas são menos ansiosas e podem esperar com mais sabedoria a chegada de amigos e parceiros sentimentais adequados.

5. Temos que aprender a definir com precisão nossos sentimentos. Nós pensamos por meio das palavras e se as usarmos com mais de um sentido poderemos nos enganar com grande facilidade. Cito, a seguir, alguns dos conceitos que tenho usado e o sentido que a eles atribuo. Amor é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca a sensação de paz e aconchego. O aconchego representa a neutralização do vazio, da sensação de desamparo que vivenciamos desde o momento do nascimento. O aconchego é um "prazer negativo", ou seja, a neutralização de uma dor que existia - nos leva de uma condição negativa para a de neutralidade. Amizade é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca algum aconchego e cuja conversa e modo de ser nos encanta. Segundo essa definição, a amizade é sentimento mais rico do que o amor, já que a pessoa que nos provoca o aconchego - apesar de que menos intenso e, porisso mesmo, gerador de menor dependência - é muito especial e desperta nossa admiração pelo modo como se comporta moral e intelectualmente. Sexo é uma agradável sensação de excitação derivada da estimulação das zonas erógenas, de estímulos visuais e mesmo de devaneios envolvendo jogo de sedução e trocas de carícias tácteis. É evidente que a sexualidade envolve questões muito complexas, que não cabe aqui discutir. Quero apenas enfatizar que sexo e amor correspondem a fenômenos completamente diferentes, sendo que o amor está relacionado com o "prazer negativo" do aconchego e o sexo é "prazer positivo", já que nos excitamos e nos sentimos bem mesmo quando não estávamos mal; o amor nos leva do negativo para o zero, ao passo que o sexo nos leva do zero para o positivo. Amor, sexo e amizade podem existir separadamente e também podem coexistir. A mesma pessoa pode nos provocar aconchego e desejo sexual mesmo sem nos encantar intelectualmente; nesse caso, falamos de amor e de sexo. Podemos estabelecer um elo de amizade e sexo sem o envolvimento maior do amor. Podemos vivenciar o sexo em estado puro, assim como o amor - como é o caso do amor que podemos sentir por nossa mãe, que independe de suas peculiaridades intelectuais e não tem nada a ver com o sexo.

6. A escolha amorosa adequada se faz quando o outro nos desperta o amor, a amizade e o interesse sexual. A essa condição tenho chamado de +amor, mais do que amor. Amigos são escolhidos de modo sofisticado e de acordo com afinidades de caráter, temperamento, interesses e projetos de vida (falo dos poucos amigos íntimos e não dos inúmeros conhecidos que temos). A escolha amorosa deverá seguir os mesmos critérios, sendo que a escolha depende também de um ingrediente desconhecido e indecifrável - porque escolhemos esse e não aquele parceiro? Não é raro que no início do processo de intimidade a sexualidade não se manifeste em toda sua intensidade. Isso não deve ser motivo de preocupação, já que faz parte dos medos que todos temos quando estamos diante de alguém que nos encanta de modo especial.

7. O medo relacionado com o encantamento amoroso é que determina o estado que chamamos de paixão: paixão é amor mais medo! Temos medo de perder aquela pessoa tão especial e do sofrimento que, nessa condição, teríamos. Temos medo de nos aproximarmos muito dela e de nos diluirmos e nos perdermos de nós mesmos em virtude de seus encantos. Temos enorme medo da felicidade, já que em todos nós os momentos extraordinários se associam imediatamente à sensação de que alguma tragédia irá nos alcançar - o que, felizmente, corresponde a uma fobia, ou seja, um medo sem fundamento real. As fobias existem em função de condicionamentos passados e devem ser enfrentadas de modo respeitoso mas determinado.

8. Para ser feliz no amor é preciso ter coragem e enfrentar o medo que a ele se associa. Esse é um exemplo da utilidade prática do conhecimento: ao sabermos que o amor - aquele de boa qualidade, que determina a tendência para a fusão e provoca a enorme sensação de felicidade - sempre vem associado ao medo, não nos sentimos fracos e anormais por sentirmos assim. Ao mesmo tempo, adquirimos os meios para, aos poucos, ir ganhando terreno sobre os medos e agravando a intimidade com aquela pessoa que tanto nos encantou.

9. Quando o medo se atenua, desaparece a paixão. Isso não deve ser entendido como o enfraquecimento ou o fim do sentimento amoroso pleno. Sobrou "apenas" o amor. O que acaba é o tormento, o "filme de suspense". Fica claro que a coragem é requisito básico para a vitória sobre o medo e a realização do encontro amoroso. O encontro é menos ameaçador quando somos mais independentes e capazes para ficar sozinhos; nossa individualidade mais bem estabelecida nos faz menos disponíveis para a tendência à fusão que é usual no início dos relacionamentos mais intensos. Quando o medo se atenua costuma aumentar o desejo sexual. Se o parceiro escolhido for também um amigo não faltarão ingredientes para a perpetuação do encantamento. Desaparece o medo mas não desaparecerá o encantamento, a menos que a única coisa interessante fosse o "filme de suspense" - e se for esse o caso é melhor que o relacionamento termine aí. No +amor assim constituído, o encantamento só desaparecerá se desaparecer a admiração.

10. A admiração só desaparecerá se houverem abalos graves na confiança ou se tiver havido grave engano na avaliação do parceiro. É evidente que ao longo de um convívio íntimo com uma pessoa com a qual temos muita afinidade surgirão também diferenças de todo o tipo. Não existem "almas gêmeas", de modo que nem todos os pontos de vista serão afinados, nem todos os hábitos serão compatíveis, etc. É o momento em que surge uma certa decepção e dúvidas acerca do acerto da escolha. É nesse ponto que percebemos que a escolha amorosa se faz tanto com o coração como com a razão: a admiração deriva de uma avaliação racional do outro, ainda que o façamos de modo camuflado porque aprendemos que o amor é uma mágica determinada pelas flechas do Cupido. A avaliação da importância das diferenças que finalmente se revelaram determinará a evolução, ou não, do relacionamento. A serenidade na análise de situações dessa natureza só pode acontecer com pessoas portadoras de boa tolerância a frustrações e contrariedades. Assim, a maturidade emocional que se caracteriza pela capacidade de suportarmos bem as dores da vida é requisito indispensável para a felicidade amorosa.

11. É preciso muita atenção, pois o medo tende a se esconder atrás das dúvidas que derivam das diferenças no modo de ser do outro, do menor desejo sexual inicial e também das eventuais dificuldades práticas derivadas das circunstâncias da vida daqueles que se encontraram e se encantaram. O medo é sempre presente e se formos mais honestos conosco mesmos saberemos melhor separá-lo de seus disfarces. É porisso que o conhecimento, que determina crescimento e fortalecimento da razão, é tão útil para que possamos avançar até mesmo nas questões emocionais. A coragem é a força racional que pode se opor e vencer o medo. Ela cresce com o saber e as convicções e também com a maturidade emocional que nos faz mais competentes para corrermos riscos e eventualmente tolerarmos alguns fracassos.

12. A maturidade moral dos que se amam é indispensável para que se estabeleça a mágica da confiança, indispensável para que tenhamos coragem de enfrentar o medo de sermos traídos ou enganados, o que geraria um dos maiores sofrimentos a que nós humanos estamos sujeitos. Não podemos confiar a não ser em pessoas honestas, constantes e consistentes. Assim sendo, este é mais um requisito para que possamos ser felizes no amor. Temos que possuir esta virtude moral e valorizá-la como indispensável no amado. Não há como estabelecermos um elo sólido e verdadeiro com um parceiro não confiável a não ser que queiramos viver sobre uma corda bamba.

13. São tantos os requisitos básicos para que o +amor se estabeleça que não espanta que ele seja tão incomum mesmo sendo uma felicidade possível para todos. Temos que nos esenvolver emocionalmente até atingir a maturidade que nos permita competência para lidar com frustrações. Temos que avançar moralmente para nos tornarmos confiáveis. Temos que ganhar conhecimento mais sofisticado e útil sobre o amor para que possamos ter uma razão geradora da coragem necessária para ousarmos nessa aventura. Temos que ter competência para ficar sozinhos para que possamos desenvolver melhor nossa individualidade e não nos deixarmos seduzir pela tentação da fusão romântica e a excessiva dependência, além de podermos esperar com paciência a chegada de um parceiro adequado. As virtudes necessárias à felicidade sentimental são todas elas "virtudes democráticas", ou seja, acessíveis a todos e cuja presença em uns não impede que surjam nos outros - é sempre bom lembrar que o mesmo não acontece, por exemplo, com o dinheiro: para que uns tenham bastante é inevitável que muitos outros tenham pouco. As virtudes democráticas podem existir em todos aqueles que se empenharem no caminho do crescimento interior. Acontece que elas não são fáceis de serem conquistadas e nem se pode chegar a elas a não ser por meio de uma longa e persistente caminhada. Não existem atalhos e o trajeto pode demorar anos. O caminho é, por vezes, penoso mas ainda assim fascinante. Trata-se de uma densa viagem para dentro de nós mesmos, na direção do auto-conhecimento.

14. Quando estamos prontos, o parceiro adequado acaba se mostrando diante de nossos olhos. Não precisamos nos esforçar, sair de nossas rotinas de vida e buscar ativamente o encontro amoroso. Tudo irá acontecer quando for chegada a hora e sempre é bom ter paciência, já que esperar com serenidade é uma das condições mais difíceis de vivenciarmos.

15. Se tudo isso lhe pareceu muito racional, lógico e frio, engano seu. Todos esses passos vão nos acontecendo sob a forma de emoções e vivências que se dão espontaneamente, sendo que as reflexões deverão servir apenas de roteiro para que não nos sintamos tão perdidos. Desde a adolescência experimentamos vários tipos de relacionamentos e deveremos ir aprendendo a entender tudo o que está nos acontecendo e todas as nossas ações e reações. Primeiro vivenciamos e depois devemos refletir sobre o que aconteceu. Assim, não existe real antagonismo entre emoções e razão; uma complementa a outra. Reflexões adequadas e consistentes determinam avanços emocionais, que permitem reflexões mais sofisticadas, geradoras de avanços emocionais ainda maiores, e assim por diante. Estabelece-se um círculo virtuoso que deverá criar condições de felicidade sentimental para todos aqueles que seempenharem realmente na rota do crescimento emocional. A felicidade sentimental é a recompensa acessível a todos os que completarem o ciclo mínimo de evolução emocional.

Artigo original, escrito em 3 de agosto de 2002.

Flávio Gikovate. (Psicoterapeuta).
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nosso poder esta todo no agora! Viva! Nossa hora é agora.

A mente é poderosa, mas a mente menti. Use-a apenas quando necessário, para criar, imaginar, realizar, falar. Toda a vez em que ela te levar ao passado ou ao futuro, deixe-a fluir como uma nuvem. O seu poder esta todo no agora. Acredite, o seu centro inconsciente (alma) só conhece o prazer e pedaços dela deixarão seu corpo sempre que você não agir de acordo com ela. Ela é sua energia psíquica, sua força de vida construtiva. Por isso quando estamos depressivos não temos prazer e dormimos tanto. Não seja um zumbi, esteja acordado, consciente. Conecte-se aos bons pensamentos que estão por ai e seja um instrumento dirigido para que toda a criatividade existente flua por você. Não pense, sinta. Use a ferramenta do pensar apenas quando necessário. O universo é toda abundancia, de recursos ilimitados. Aprenda a alcança-los.